Num
pequeno país como Portugal e numa altura em que a web já conquistou um forte
peso na vertente dos conteúdos, não e estranho tao estranho assim que a
política adotada pela generalidade dos gestores dos meios tradicionais da comunicação
social leve à desertificação das suas redações fora de Lisboa.
Desde há uma década e muito pela influência dos vários Governos que temos tido, as empresas de Comunicação Social foram acompanhando a centralização da vida politica, económica e social na Capital.
Vejamos o caso da Imprensa. As empresas sedeadas em Lisboa coordenam e controlam tudo o que é publicado. Mas para manterem a lógica de jornais nacionais criaram, há já alguns anos, umas secções denominadas de “local” nas quais são publicadas algumas poucas notícias que, se podem ser lidas na “província”, nas edições de Lisboa não aparecem publicadas. Desta forma a informação escrita passou a ser destinada a menos de metade da população portuguesa restringindo-se a informação ao que acontece em Lisboa. Tal e recorrente nos jornais ditos de referência e, nos mais generalistas, só mesmo os acontecimentos trágicos que possam ter lugar fora da capital é que têm direito a algum destaque especial nas suas edições. Paralelamente as televisões e as rádios concentraram a sua informação a Sul, até porque “é aí que tudo acontece”, dizem. Diverte-me, embora me irrite, ouvir com regularidade frases como “hoje Portugal está sob chuva intensa”, quando a Norte o Sol brilha ou então: “são 11 horas em Lisboa”!
Longe vão os tempos em que a informação tinha o preço do ouro. Com a evolução tecnológica hoje ela é gratuita sendo uma necessidade básica do Homem do século XXI. E porquê? Porque toda a gente consegue, através da internet, obter a notícia, seja lá qual for, com a maior atualidade possível.
Lembramo-nos vagamente do poder de comunicação que a rádio teve no passado e posteriormente a televisão. Hoje, sobretudo a “caixa mágica” é apenas um agregador de entretenimento e lazer, até porque a informação surge só naqueles que aderiram aos sistemas de TV por cabo. Nos canais abertos restam os telejornais que procuram sobretudo o insólito.
Sabemos que a informação atualmente é global devido à Web. De qualquer forma não deixa de ser curioso que mesmo os jornais on-line que vão sendo criados pela maioria dos órgãos de comunicação social – a maior parte incluindo vídeo completando as notícias publicadas - assumam a mesma lógica das suas edições impressas. Esta situação “corta” a voz do País junto do Poder Político, em particular a do Norte, que naturalmente perdeu toda a capacidade de fazer ouvir os seus anseios junto de um Poder totalmente centralizado.
Será que não havera noção de que na internet a informação circula e que não é só através dos jornais, da rádio ou da TV que podemos ter acesso à notícia? Cada vez mais sites, blogues ou até as redes sociais são veículos da informação “na hora” e sem qualquer tipo de bloqueios ou complexos “critérios” jornalísticos.
Sendo assim, sinceramente não entendo porque e que a comunicação social dita tradicional continua a tentar “calar" acontecimentos ou eventos de relevo nacional e até internacional, que aconteçam fora de Lisboa. Podem estar descansados…Lisboa já se assumiu como o único "local" de Portugal onde tudo de importante acontece…
Desde há uma década e muito pela influência dos vários Governos que temos tido, as empresas de Comunicação Social foram acompanhando a centralização da vida politica, económica e social na Capital.
Vejamos o caso da Imprensa. As empresas sedeadas em Lisboa coordenam e controlam tudo o que é publicado. Mas para manterem a lógica de jornais nacionais criaram, há já alguns anos, umas secções denominadas de “local” nas quais são publicadas algumas poucas notícias que, se podem ser lidas na “província”, nas edições de Lisboa não aparecem publicadas. Desta forma a informação escrita passou a ser destinada a menos de metade da população portuguesa restringindo-se a informação ao que acontece em Lisboa. Tal e recorrente nos jornais ditos de referência e, nos mais generalistas, só mesmo os acontecimentos trágicos que possam ter lugar fora da capital é que têm direito a algum destaque especial nas suas edições. Paralelamente as televisões e as rádios concentraram a sua informação a Sul, até porque “é aí que tudo acontece”, dizem. Diverte-me, embora me irrite, ouvir com regularidade frases como “hoje Portugal está sob chuva intensa”, quando a Norte o Sol brilha ou então: “são 11 horas em Lisboa”!
Longe vão os tempos em que a informação tinha o preço do ouro. Com a evolução tecnológica hoje ela é gratuita sendo uma necessidade básica do Homem do século XXI. E porquê? Porque toda a gente consegue, através da internet, obter a notícia, seja lá qual for, com a maior atualidade possível.
Lembramo-nos vagamente do poder de comunicação que a rádio teve no passado e posteriormente a televisão. Hoje, sobretudo a “caixa mágica” é apenas um agregador de entretenimento e lazer, até porque a informação surge só naqueles que aderiram aos sistemas de TV por cabo. Nos canais abertos restam os telejornais que procuram sobretudo o insólito.
Sabemos que a informação atualmente é global devido à Web. De qualquer forma não deixa de ser curioso que mesmo os jornais on-line que vão sendo criados pela maioria dos órgãos de comunicação social – a maior parte incluindo vídeo completando as notícias publicadas - assumam a mesma lógica das suas edições impressas. Esta situação “corta” a voz do País junto do Poder Político, em particular a do Norte, que naturalmente perdeu toda a capacidade de fazer ouvir os seus anseios junto de um Poder totalmente centralizado.
Será que não havera noção de que na internet a informação circula e que não é só através dos jornais, da rádio ou da TV que podemos ter acesso à notícia? Cada vez mais sites, blogues ou até as redes sociais são veículos da informação “na hora” e sem qualquer tipo de bloqueios ou complexos “critérios” jornalísticos.
Sendo assim, sinceramente não entendo porque e que a comunicação social dita tradicional continua a tentar “calar" acontecimentos ou eventos de relevo nacional e até internacional, que aconteçam fora de Lisboa. Podem estar descansados…Lisboa já se assumiu como o único "local" de Portugal onde tudo de importante acontece…
Mario
Dorminsky
1 comentários:
Muito interessante e assertivo. O modulador não abordado é o contínuo desperdício de oportunidades. Por exemplo e completamente ao calhas, o Fantas não tem uma aplicação nos mercados mobile. Que dê alertas para o filme que vai começar a seguir, com a informação descritiva das obras e acesso a timelines de obras por realizador, actores, director de fotografia, etc. Uma aplicação que possa vender bilhetes no telemóvel. Escolhidos literalmente a dedo num "mapa" da plateia. Durante o resto do ano podia ser até uma boa plataforma de comunicação total com notícias de acompanhamento, com algum conteúdo patrocinado e pensado para o target. Coisas que os sponsors possam utilizar, sei lá. Já que estava a falar do futuro da comunicação e do que está a acontecer ao Norte, um aplicativo multi-plataforma de comunicação e menos canais de Youtube com vídeos de 2010 e tweets inconsequentes, era mesmo a calhar e o Fantas merece. A comunicação do futuro molda-se agora e está ao nosso alcance de forma independente do governante do dia ou da sua posição no mapa. Gostei do texto pelo poder de concisão e a consequente observação que gerou em mim. Cumprimentos.
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